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Cardiologia

Data: 26/02/2016

  • Cardiologia

Quais os sintomas do ataque cardíaco ou infarto?

Os sintomas mais comuns são dor no peito ou desconforto local. As mulheres – de forma mais frequente que os homens – costumam apresentar, também, falta de ar, náusea, vômito, dor nas costas ou na mandíbula. É importante salientar que nem todos esses sintomas acontecem simultaneamente ou em todos os casos. Algumas vezes, eles aparecem e desaparecem ao longo de um período. Se algum deles ocorrer, procure ajuda rapidamente!

O que é Síndrome Coronária Aguda? É o mesmo que infarto?

Síndrome Coronária Aguda (ou SCA) é a situação em que existe uma diminuição súbita do fluxo de sangue nas artérias coronárias (que são os vasos que irrigam o coração, fornecendo sangue ao músculo cardíaco). 
Quando o fluxo sangüíneo é interrompido totalmente, pode ocorrer a morte celular.
Dependendo da intensidade da diminuição do fluxo de sangue nas coronárias, pode ocorrer angina instável ou infarto agudo do miocárdio.

Qual a diferença entre infarto agudo do miocárdio e angina?

O infarto agudo do miocárdio é o resultado de morte de células do músculo cardíaco, devido à redução ou interrupção do fornecimento de oxigênio, causada pela obstrução de uma ou mais artérias que nutrem o coração.
A angina é caracterizada por dor ou sensação de desconforto no peito, causada pela redução do fluxo de sangue ao coração.

Ambas têm, como principal causa, a aterosclerose.

 

Como prevenir a aterosclerose?

Existem alguns motivos importantes para o desenvolvimento da aterosclerose: são os chamados fatores de risco. Estes podem ser desde um hábito pessoal (tabagismo, dieta desequilibrada) até história familiar ou presença de problemas de saúde (hipertensão arterial, diabetes, obesidade etc.).
A reavaliação dos hábitos pessoais podem, seguramente, melhorar em muito a qualidade de vida e diminuir o risco de doenças coronárias:
- Parar de fumar
- Dieta saudável e equilibrada
- Controle do peso
- Prática de atividade física regular
No caso de hereditariedade ou presença de problemas de saúde, a obediência às orientações dos profissionais da equipe de saúde (médico e nutricionista, entre outros), o uso correto de medicações e da dieta prescrita podem ajudar em muito a manutenção de sua saúde.

O que é aterosclerose?

É o depósito de gordura, colesterol ou cálcio nas paredes das artérias, formando placas duras e gordurosas. Essas placas aumentam progressivamente de tamanho e tornam mais difícil a passagem do sangue para os diferentes órgãos. 
As artérias mais freqüentemente envolvidas são: aorta, coronárias, carótidas (do cérebro) , renais, ilíacas e femorais (das pernas).

Como posso ajudar meu coração?

Algumas ações podem ser tomadas a fim de se evitar as doenças cardiovasculares:
- Pare de fumar;
- Perca peso;
- Tenha uma dieta saudável;
- Faça atividades físicas regularmente;
- Tome seus medicamentos conforme orientação médica.
- Controle sua pressão arterial, principalmente se for hipertenso.
- Controle os níveis de açúcar no sangue, principalmente se for diabético ou tiver pais diabéticos.
- Evite situações estressantes.

Tenho hipertensão arterial: como mantê-la controlada?

A hipertensão arterial é uma doença crônica. Ela pode ser controlada (com medicação, alimentação adequada e perda de peso), mas não curada.
Quando a pressão arterial permanece sempre elevada, torna as paredes das artérias mais rígidas e espessas e mais suscetíveis aos depósitos de gordura (aterosclerose).
Siga as recomendações de seu médico. Nunca deixe de tomar a medicação prescrita, mesmo quando não estiver sentindo nada. Lembre-se: a hipertensão arterial é uma doença silenciosa e suas conseqüências podem causar danos irreversíveis à sua saúde.
Para controlar sua pressão arterial, mantendo-a dentro dos limites da normalidade:
- Diminua a quantidade de sal utilizada para o preparo dos alimentos.
- Evite o saleiro à mesa.
- Prefira usar alimentos e temperos naturais (alho, limão, cebola etc.) aos industrializados.
- Restrinja o uso de bebidas alcoólicas.
- Pratique exercícios: uma caminhada diária, com calçado adequado, por pelo menos 30 minutos, vai ajudar a melhorar sua qualidade de vida.

Existe algum tipo de exame a laser que substitua o Cateterismo?

Nenhum exame substitui o cateterismo. Mas há exames preventivos que podem evitar situações que levem o indivíduo a necessitar de um cateterismo. Um deles é o TC Score de Cálcio, uma tomografia que verifica a existência ou não de placas de cálcio nas artérias do coração. Quando ocorre o infarto, porém, alguns procedimentos para melhorar a qualidade de vida futura só podem ser realizados com cateterismo.

A partir de que idade é importante iniciar a prevenção cardiovascular?

Existem evidências de que modificações de comportamento na infância e adolescência podem influenciar seus riscos no futuro. 
Devemos iniciar a prevenção das doenças cardiovasculares desde a infância por meio da:
- Prevenção do tabagismo: evitar seu início e o contato ambiental com a fumaça de cigarro. Estimular programas de cessação de tabagismo para os fumantes; 
- Dieta saudável: dieta rica em verduras, frutas e grãos frescas e evitando gorduras animais, além de ingestão alcoólica com moderação; 
- Prevenção da obesidade;
- Incentivo a atividade física: realizar pelo menos 30 minutos de atividade física aeróbica 3 vezes na semana.

Quais os fatores de risco para desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio?

Os fatores de risco podem ser divididos em:  

Não modificáveis:

- Sexo – os homens, independentemente da idade, tem maior risco de desenvolver  doença coronária.
- Idade – quanto maior a idade maior a chance de desenvolver doença cardíaca. Este aumento começa em homens a partir dos 40 anos e nas mulheres a partir dos 50 anos.  
- Hereditariedade – pessoas com familiares de primeiro grau (pai, mãe e irmãos) com doença coronária comprovada (infarto do miocárdio, cirurgia de angioplastia ou de revascularização do miocárdio – ponte de safena) antes dos 45 anos, têm maior chance de desenvolver a mesma doença.  
- Diabetes mellitus – a presença desta aumenta o risco de doença  cardiovascular.  

Modificáveis:
- Hipertensão arterial – definida como a pressão arterial acima ou igual a 140 mmHg de sistólica (maior valor) e/ou  acima ou igual a 90 mmHg de diastólica (menor valor), em repouso, em pelo menos duas medidas em dias diferentes.
- Dislipidemia (distúrbios do metabolismo de colesterol e triglicérides) – principalmente se o bom colesterol (HDL) estiver abaixo de 40 mg/dl em homens e abaixo de 45 mg/dl em mulheres; e o mau colesterol (LDL) estiver acima de 130 mg/dL em ambos os sexos e triglicérides aumentado (acima de 150 mg/dl) quando associado aos outros distúrbios de colesterol, também é considerado fator de risco. 
- Sedentarismo – a atividade física regular, caracterizada como atividade física aeróbica (caminhada, ciclismo etc.) por pelo menos 30 minutos três vezes na semana diminui o risco de desenvolvimento de doença coronária
- Obesidade – o ganho de peso caracterizado pelo aumento do índice de massa corpórea (IMC) acima de 24,4, o calculo é simples e consiste na divisão do peso em kilogramas pela altura (em metros) ao quadrado. 

Com que idade devo iniciar acompanhamento médico cardiológico?

A avaliação de risco cardiovascular deve ser iniciar aos 20 anos de idade, repetindo-se nos  próximos 10 anos. 
Em pessoas com múltiplos fatores de risco (diabetes, hipertensão arterial) ou antecedente familiar de derrame cerebral, infarto do miocárdio e problemas com colesterol, (independentemente da idade), os intervalos serão menores e definidos pelo médico que faz o acompanhamento.

Tenho como saber meu risco em desenvolver ter um infarto agudo do miocárdio?

Existem vários testes que conseguem colocar o risco de desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio levando em consideração os fatores de risco. Entre eles o mais conhecido é o “escore de Framingham”, que leva em consideração sexo, idade, pressão arterial, nível de colesterol total e de bom colesterol (HDL) e o fato da pessoa ser fumante ou diabética classifica, também, de acordo com o risco de desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio em % de risco em 10 anos.

Qual o nível de pressão arterial é considerado normal?

A hipertensão arterial é definida pela medida de pressão acima do valor considerado normal, em duas medidas separadas e consecutivas. 
Não há um padrão de ‘pressão normal’. Os níveis saudáveis devem ser mantidos abaixo de 14 x 9.

Veja a tabela abaixo:

Sistólica (a maior medida) Diastólica (a menor medida) Significado 140 >90 Hipertensão Arterial

Qual o impacto do controle da pressão arterial no meu risco cardiovascular?

O controle da hipertensão arterial, através da redução dos níveis de pressão (independente de ser a pressão diastólica  (a menor) e/ou pressão sistólica (a maior), de tratamentos não medicamentosos (modificações do estilo de vida como restrição do consumo do sal, perda de peso, atividade física regular) ou com uso de medicamentos, diminui o risco principalmente de derrame cerebral, de infarto agudo do miocárdio, de insuficiência cardíaca e de doença renal crônica com necessidade de diálise.

Tenho diabetes mellitus: qual meu risco em apresentar doença cardiovascular?

Todo paciente portador de diabetes mellitus tem risco de desenvolvimento de complicações cardio vasculares, dentre elas o infarto agudo do miocárdio. Este risco será maior ou menor dependendo do tempo de evolução da diabetes mellitus (quanto maior o tempo maior o risco) e do controle propriamente dito do diabetes (por meio de exames de sangue: glicemia após 12 horas de jejum, glicemia pós prandial (uma hora após ingesta alimentar) e hemoglobina glicosilada (exame de sangue que permite a avaliação de possíveis aumentos de glicemia em períodos de até três meses antes da coleta). Para todos estes exames quanto maiores forem as medidas, maior o risco cardiovascular.

Tenho sopro cardíaco: devo me preocupar?

O coração é um órgão com a função de ejetar o sangue para todo o organismo e recebê-lo de volta continuamente para realizar este trabalho ele necessita de uma direção única no sentido veias-coração-pulmão-coração-corpo em um ciclo incessante, para isto são necessárias válvulas que impedem o retorno deste fluxo. Um sopro cardíaco ocorre quando existem alterações na forma e funcionamento das estruturas do coração gerando turbulência interna de sangue que pode ser escutado através do estetoscópio.
Existem casos de sopros ditos benignos, ou seja, não são causados por doença como no caso de pessoas com coração acelerado (febre ou após esforço), ainda algumas crianças pela forma torácica também podem apresentar sopros sem serem portadores de doenças cardíacas.
De outro modo o sopro pode ser a alteração durante o exame médico que detecta a presença de doença cardíaca sintomática ou não 
Estas alterações podem ser de nascença como sopros gerados pela presença de pequenos buracos entre as câmaras cardíacas, ou de lesões nas válvulas, quando estas ficam apertadas (limitando a passagem de sangue) ou permitem refluxo. 
O quadro clínico como a idade, sintomas e outros achados, além de outros exames, como o ecocardiograma (ultrasonografia do coração) ajudam a fazer o diagnóstico correto.

Devo fazer reposição hormonal, na menopausa, para prevenção de doença cardíaca?

Não. A despeito do que existia de conhecimento prévio, a reposição hormonal na menopausa, na realidade, aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio, de derrame e de trombose venosa profunda. Além disso, há aumento do risco de câncer de mama, podendo ter papel benéfico na prevenção de  osteoporose e na prevenção de câncer de cólon.
De modo geral, os riscos ultrapassam os benefícios e só devem utilizar reposição hormonal aquelas pacientes que tiverem sintomas incontroláveis da menopausa ou outras indicações.

Tenho exame de doença de chagas positivo. Vou desenvolver doença cardíaca?

A doença de chagas é uma doença causada por parasita chamado Trypanosoma cruzi,  e transmitida, principalmente, pela picada do mosquito barbeiro. 
Pode se manifestar sob a forma aguda, indeterminada e crônica. Na fase aguda, geralmente não existem sintomas, ou pode apresentar um comprometimento cardíaco agudo com sintomas de insuficiência cardíaca (miocardite). Ainda o indivíduo pode apresentar a forma crônica ou indeterminada, no primeiro caso a pessoa geralmente se apresenta com sintomas de acometimento cardíaco (mais comum) com insuficiência cardíaca e arritmias cardíacas, mas pode acometer o sistema digestivo com dilatação do esôfago (mega esôfago) ou intestino grosso (mega cólon). De outra forma a apresentação indeterminada se apresenta com exame positivo, porém SEM acometimento orgânico algum. Como em algumas vezes a pessoa pode estar assintomática a investigação, por parte do médico, de acometimento do coração e sistema gastrintestinal é necessária, antes de classificar o paciente com forma indeterminada. Os pacientes nesta forma indeterminada apresentam risco de evolução para forma crônica em 2 a 5 % ao ano, com bom prognóstico em médio prazo, devendo fazer controle clínico.

Fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/Paginas/duvidas-sobre-saude.aspx?esp=Cardiologia

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