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História

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A história do Hospital Santa Lúcia começou em 1939 com o Dr. Hildebrando Westphalen, “um homem que amou verdadeiramente a medicina, doou-se integralmente a ela e dedicou-se aos pobres do mesmo modo que aos ricos.”, como descreve Dr Jorge, filho de Dr. Hildebrando.

A origem da construção do hospital remete à Dona Otillinha, esposa do Dr. Hildebrando Westphalen, que se destaca na história do HSL, pois foi ela quem mobilizou os quatro filhos na organização do empreendimento, bem como administrou e executou a obra, em apenas dezoito meses.

Um ano depois, a família decidiu aumentar o hospital, construindo mais dois pavilhões. Dona Otillinha, demonstrando determinação e empreendedorismo, instala uma olaria que passa a produzir tijolos, promovendo a construção de um canal de 2.500 metros para mover uma grande roda d'água (também projetada por ela) e inspeciona pessoalmente o trabalho. Estes dados deixam claro o ideal de comprometimento com a obra, uma instituição feita com terra da nossa terra. Com o crescimento do hospital, a administração financeira continua com Dona Otilinha, mas Dr. Hildebrando convida as irmãs franciscanas para assumirem o manejo de pessoal e a enfermagem. É criada uma capela no hospital, que, mais tarde, na ausência das irmãs, é transformada em enfermaria para indigentes e pessoas de menos recursos.

Em setembro de 1945, Dr. Jorge Westphalen gradua-se médico pela UFRGS e passa a trabalhar no hospital. Nesta época, chegam também vários médicos a Cruz Alta e que, em suas diferentes especialidades, passam a constituir um corpo clínico mais destacado. Por volta de 1968, o INAMPS classifica o hospital, do ponto de vista estrutural, em quarta categoria, o que decepciona a todos. Dr. Hildebrando e Dona Otilinha entregam a direção para o filho, Dr. Jorge, reconhecendo que novos tempos estavam chegando e era necessária a modernização. Dr. Jorge remodela completamente o hospital, constrói um bloco cirúrgico moderno, uma Unidade de Tratamento Intensivo e implanta um novo serviço de radiologia, com sofisticados equipamentos.

Em 4 de setembro de 1970, Dr. Hildebrando falece. Antes, chama os filhos para recomendar que, após a sua partida, eles permanecessem autênticos. Quando Dr. Jorge lhe pergunta o que desejava dizer com isso, seu pai responde: “Façam o que quiserem com o que eu vou deixar para vocês. Se quiserem vender o Santa Lúcia, vendam-no, pois dá muito trabalho e na realidade preocupa demais. Se, entretanto, continuarem com o Santa Lúcia, não o deixem perecer, pois temos responsabilidade com os doentes que nos procuram, com os médicos e os empregados que nele trabalham e com o progresso de nossa terra.” Em reunião familiar, Dona Otilinha e os filhos decidem continuar investindo no hospital. Segundo ela, “vendê-lo seria vender nossas esperanças, seus sonhos e nossos ideais”. Foi feito um “pacto de honra”: durante 15 anos, os lucros do hospital seriam aplicados para seu progresso e aperfeiçoamento.

A chegada dos netos do fundador, assim como de vários médicos e profissionais da área da saúde, sinaliza que uma nova etapa começa e que é necessária a construção de, praticamente, um novo Santa Lúcia. A idéia de empréstimos em bancos fica descartada, quando se retoma a idéia de Dona Otilinha: “De tostão em tostão, empréstimo não”. Decide-se que o velho Santa Lúcia servirá de base para a construção da nova estrutura hospitalar, cuja planta segue rigorosamente as normas exigidas pela OMS, Ministério da Saúde, Secretaria da Saúde e INAMPS.

Em junho de 1981 começa a construção da parte nova do Hospital Santa Lúcia. É também significativo na história do hospital o ano de 1984, quando foi realizado o primeiro transplante renal, posicionando o Santa Lúcia como referência para toda a região. Em 1987, Dr. Pedro Westphalen assume a Direção do hospital e implementa uma orientação moderna nos mais diversos setores. Em 1988 é inaugurado o quinto andar do prédio novo e, em 1990, é adquirido o aparelho de tomografia computadorizada, um dos pioneiros do interior do Estado. Em fevereiro de 2003, Dr. Pedro Westphalen desliga-se do cargo de Diretor Geral em função de suas atribuições como Deputado Estadual do Rio Grande do Sul e decide, juntamente com os demais membros do Conselho de Administração, passar a Direção Geral do hospital ao Dr. Roberto Westphalen Etchegoyen. Assessorada por membros da família, que ocupam os cargos de diretores administrativo e técnico, esta atual Direção do Hospital Santa Lúcia conserva vivos os ideais do Dr. Hildebrando e de Dona Otilinha, comprometendo-se com o bem-estar e desenvolvimento de colaboradores, corpo clínico e comunidade.